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A importância das pessoas no processo metrológico

Autor: Categoria: Indústria 1 comentário

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Em qualquer processo a participação das pessoas é o ponto mais importante para se garantir o sucesso das atividades que estão sendo executadas. No processo metrológico isto não é diferente, já que são as pessoas que executam os processos.

Mais do que pessoal tecnicamente preparado é preciso também dar atenção a outros aspectos não técnicos e que impactam no desempenho. Baseado nisto, eu gostaria de contribuir com algumas ideias.

Preparar as pessoas para exercerem seus papeis

Ninguém nasce pronto para exercer uma atividade profissional. Isto é mais evidente quando se trata de pessoas inseridas no processo metrológico. Sendo assim, alguns pontos que podem contribuir para melhorar o processo de qualificação são:

Contrate de forma consciente

A qualificação da equipe deve começar com o processo de contratação. É fácil contratar uma pessoa, difícil é alocar essa pessoa na equipe após a contratação quando ela é feita de maneira equivocada. Na pressa de cobrir necessidades das áreas, o processo de contratação pode ignorar pontos importantes no curriculum e no comportamento do candidato à vaga. Então a dica é: dê atenção não só ao que está no papel e não economize no tempo conhecendo o candidato nas entrevistas, pois elas podem revelar muito.

Promova o aprendizado contínuo da equipe

Uma vez contratado e dentro do perfil desejado, é hora de preparar o técnico para executar suas atividades, com treinamentos que venham de encontro ao trabalho dele e ao propósito do cargo. Esta qualificação pode partir também do colaborador, que precisa estar atendo às suas necessidades além do que a empresa precisa.

Além disso, mesmo durante o exercício das atividades é necessário atualizar os conhecimentos. Por exemplo, recentemente houve atualização da NBR 17025 e isso impacta diretamente no processo metrológico das empresas, com isso surge a necessidade de aprender coisas novas.

Apure resultados dos treinamentos

Depois que a pessoa passa pelos treinamentos, deve se avaliar sua eficácia. Isto ajuda evitar o desperdício de tempo com algo que não trará resultados no desempenho das pessoas. É preciso responder à pergunta: o treinamento que a pessoa está realizando é o mais adequado às suas atividades? Isso ajuda a definir os próximos cursos para o colaborador e para a equipe.

Acompanhe a evolução e auxilie

Uma pessoa evolui no decorrer do tempo. Em função das alterações das atividades exercidas, treinamentos já realizados e mudanças no ambiente da empresa, será importante fazer alterações, como sugerir treinamentos, mudanças de comportamentos e até mesmo de perfil. Garanta que a pessoa certa está no local certo.

Liderar para gerar líderes

Um dos grandes problemas que ocorrem, não só na área de metrologia, é a síndrome do “eu só trabalho aqui”. Isso ocorre quando uma pessoa exerce uma função sem saber muito bem porque está ali. O cargo deve estar adequado às suas habilidades técnicas, entretanto, além disto deve haver um propósito bem claro, respondendo à pergunta: como este trabalho contribui para os objetivos da empresa?

É cada vez mais importante esclarecer para o colaborador seu propósito dentro da empresa. Muito se fala de os funcionários terem “postura de dono”, de empreendedor, de se superarem constantemente nas suas atividades, terem foco em exercer suas atribuições funcionais com excelência, entre outros. Nada disto pode ser atingido se eles não se identificarem com o trabalho que estão exercendo.

Pessoas com propósitos são motivadas e querem fazer sempre mais. Se você está lendo este artigo, provavelmente você já se enquadra neste perfil. Mas para fazer sempre mais, precisamos de outras pessoas que nos ajudem e isto nos conduz à liderança. Para todos que querem crescimento, é necessário encontrar tempo para fazer mais e melhor, e isso só se consegue delegando responsabilidades para outras pessoas.

Na hora de delegar, delegue certo. Defina a tarefa e as entregas esperadas, acompanhe, cobre os resultados, verifique mudanças de curso e comportamento necessárias e auxilie neste processo quer seja dando treinamento, refazendo a tarefa, conversando de maneira atenta e franca, dando exemplos, etc.

Ouvir e estar disponível

Nessa jornada de ter as pessoas engajadas ao seu lado, será necessário exercitar a difícil habilidade de ouvir conscientemente as pessoas. Isto implica em estar do lado delas o maior tempo possível e deixar que exponham suas dificuldades e sentimentos.

Uma vez obtidos os dados e informações, analise e avalie com muita paciência e atenção. Com base nisso, comece a fazer ajustes atendendo ou não as necessidades apresentadas.

Imagine a seguinte situação: um colaborador pede a você para mudar de área na empresa. Você, por questões de falta de pessoal não pode realizar isto. O que você pode fazer é negar o atendimento deste pedido e deixar claro que não vai poder fazer por não haver um substituto para ele. Além disto, você pode fazer uma proposta de ajudá-lo a alcançar esta mudança caso ele se comprometa a te ajudar a preparar outra pessoa para substitui-lo.

Criar uma cultura

Para tudo o que foi exposto acontecer, é necessário haver um ambiente adequado. Você não vai conseguir mudar os processos da noite para o dia, e dependendo da cultura da empresa, o tempo investido nisso pode ser ainda maior. Por isso é bom não só criar valores e missão da empresa como estar sempre olhando para eles. Assim, tudo que for feito dentro da empresa ou envolvendo os colaboradores, estará alinhado com os valores que foram definidos.

Também é necessário ficar atento ao clima organizacional. Não é possível ter pessoas insatisfeitas, com mágoas ou expectativas frustradas e desejar que elas estejam engajadas.

Cuidando de alguns desses aspectos que foram colocados, pode se iniciar uma jornada rumo à transformação de processos e resultados por meio da atenção dada às pessoas.

 

E na sua empresa? Como tudo isso funciona no seu processo metrológico? Algo do que foi escrito aqui pode ser usado?

Até a próxima!